Pelo amor dos Deuses, adote o home office!

O home office já era um assunto há muito tempo discutido, mas poucas empresas o adotavam. Com a pandemia da Covid-19, muitas empresas que tinham atividades que poderiam ser desenvolvidas em casa, liberaram essa modalidade de trabalho para seus funcionários.

Em tão pouco tempo, o mercado de trabalho mudou e o home office veio para ficar. Não acredita? Em 29/07/2021, o Portal IG informou em uma matéria que haviam 2.299 vagas de emprego remoto ou hídrido (remoto + presencial).

Na área de desenvolvimento de software, por exemplo, na plataforma LinkedIn, hoje no Brasil (artigo escrito em 24/10/2021), há 4.888 vagas em aberto para trabalho remoto. Se somarmos as vagas em aberto para trabalho remoto e híbrido, esse número sobe para 5.233 vagas.

Por outro lado, estamos assistindo empresas que ainda não adotaram o modelo home office com dificuldades em contratar bons profissionais. Os candidatos, no momento da entrevista, quando constatam que a empresa não oferece esse modelo de trabalho, simplesmente desistem da vaga. Fora que a concorrência para contratar bons profissionais aumentou mais ainda. Hoje, por exemplo, um profissional que mora em Fortaleza pode trabalhar numa excelente empresa situada em São Paulo, sem precisar se deslocar da sua cidade atual. A partir da casa dele, utilizando tecnologias de informação e comunicação (TICs), ele consegue trabalhar com alta produtividade, participar em reuniões com o seu time, com seus clientes e acompanhar como estão seus indicadores e metas. O pior não é só isso: com o home office, você pode trabalhar em qualquer empresa do mundo. A concorrência não é somente continental. Ela é global.

Outro fato é que para muitos profissionais, não faz mais sentido acordarem muito cedo para enfrentar o trânsito caótico das cidades, perdendo muitas horas de suas vidas dentro de um carro ou ônibus andando a 5 Km/hora. Ou ainda sendo esmagados dentro de um metrô. Uma sugestão para os gestores públicos: incentivem as empresas a adotarem o home office. Dê incentivos fiscais para quem promover esse modelo em seus locais de trabalho. Porque isso se torna uma grande vantagem para termos uma cidade inteligente, contribuindo para uma melhor mobilidade urbana. Também não faz nenhum sentido arriscarem suas vidas se aglomerando em escritórios e correndo o risco de serem contaminados pela Covid-19, aumentando o risco de internações e mortes, e também colocando em riscos seus próprios familiares. Outra questão de gestão pública, já que presenciamos a superlotação das unidades de saúde e mortes de profissionais da saúde.

Verdadeiros líderes organizacionais, com visão humana e atitude empática, observando esse cenário, já sinalizaram que o home office veio para ficar, que não faz mais sentido manter altos custos com alocação de imóveis, energia elétrica e manutenção de equipamentos. A vice-presidente de pessoas do Twitter, Jennifer Christie, em comunicado ao CNN Business nos EUA, disse em janeiro deste ano que “Se nossos funcionários tiverem responsabilidades e funções que podem ser desempenhadas remotamente e quiserem continuar dessa forma para sempre, faremos isso acontecer”.

É claro que muitos problemas também surgiram com o home office. A dificuldade para separar vida profissional da vida pessoal, alta jornada de trabalho, falta de contato físico com as pessoas e medo de ser demitido, tudo isso preocupam muitas pessoas. É nessa hora que os líderes organizacionais e a área de recursos humanos precisam analisar o seu ambiente interno para encontrar soluções para esses problemas. Afinal, se o discurso atual é “as pessoas que trabalham conosco são nosso principal ativo“, neste momento atípico que estamos vivendo é extremamente essencial que este discurso seja colocado em prática. Caso contrário, as pessoas ficarão desmotivadas, poderão se afastar do trabalho por questões de saúde mental (já ouviu falar de depressão ou Síndrome de Burnout?) e as empresas terão maiores dificuldades de reterem seus talentos.

Com o home office, muda-se o modelo mental de CONTROLE para COLABORAÇÃO e PRODUTIVIDADE. Quantas vezes não víamos funcionários chegando no horário de trabalho registrando o seu ponto, sentando na sua mesa e alternando a sua tela de computador entre um vídeo no YouTube e uma planilha de Excel, fingindo que está trabalhando e só se esforçando quando o prazo está chegando ao fim. Infelizmente, essas poucas “laranjas podres” geram desconfiança em seus líderes organizacionais e, para manterem seus egos e suas posições de poder, ou ainda por terem uma visão míope da situação classificando todo mundo como “laranja podre”, utilizam suas energias para controlar as pessoas, insistindo em manter todo o time trabalhando presencialmente, mesmo colocando a vida dessas pessoas em risco e contribuindo para a desmotivação total da organização.

O que fazer diante de tudo isso?

Se você é funcionário, está inseguro com toda essa questão pandêmica e compreende que seu trabalho pode ser desenvolvimento em home office, converse com o seu líder, exponha suas preocupações, medos e construa soluções com ele. Pode ser que as suas soluções sejam adotadas e contribua para a sua segurança e para a dos demais colegas de trabalho. Caso não sejam adotadas e você compreende que isso vai em desencontro com o que você acredita, procure uma outra organização que esteja alinhada com os seus valores.

Se você é um líder, alguém que dirige uma organização, aproxime-se de seus funcionários, pergunte como eles estão se sentindo, sinta o “clima organizacional” da sua instituição. Com isso, tome ações que criem um equilíbrio sustentável entre o negócio, clientes e seus colaboradores. Porque um negócio não será sustentável se o clima organizacional estiver baixo. Consequentemente, o serviço prestado aos seus clientes se deteriorará, diminuirá o faturamento e seus colaboradores vão começar a abandonar o barco e seguirão viagem com a concorrência. Coloque foco para que o cenário seja totalmente o inverso: tenha um clima organizacional alto, de alta motivação e propósito. Assim, o negócio será próspero, pois o serviço prestado será de alta qualidade, porque você terá um time de alta performance. Consequentemente, seus clientes estarão satisfeitos. Seu faturamento aumentará e seus funcionários vão querer ficar com você trabalhando.

Por isso, para aquelas atividades em que o home office pode ser adotado, não hesite. Ofereça essa modalidade para as pessoas. Ofereça meios para que a comunicação flua e o trabalho continue sendo feito com qualidade. Ofereça um ambiente em que as pessoas se sintam seguras e felizes. É assim que as pessoas poderão se autorealizarem.

ENTÃO, PELO AMOR DOS DEUSES, ADOTE O HOME OFFICE!

A importante relação entre tamanho do time e canais de comunicação

Olá! Meu nome é Marcelo Castilho, sou especialista em gerenciamento de projetos e em educação financeira, palestrante, certificado e entusiasta em métodos ágeis e escritor.

Hoje escreverei sobre a relação entre o tamanho dos times e canais de comunicação. Isso é muito importante porque, dependendo da forma como você líder administra isso, determinará o sucesso ou o fracasso em atingir as metas propostas.

Quando trabalhamos ou gerenciamos times, para que um time apresente bons resultados, um dos pilares que sustentam essa boa performance é a comunicação.

É da responsabilidade de quem lidera times ou de todos os membros de times autogerenciáveis, saberem orquestrar como a comunicação flui entre as pessoas para que todos possam gerenciar bem os anseios das partes interessadas e tenham o mesmo entendimento do andamento do trabalho, dos indicadores, das normas, das metas e objetivos.

Caso contrário, existirão ruídos que podem levar a más compreensões, colocando todo o projeto em risco.

É importante salientar que em 2013, no estudo realizado pelo PMI intitulado “O alto custo da baixa performance: As regras essenciais de comunicações”, apontou que 20% dos projetos falham por razão da má comunicação e comprometem 75 milhões de dólares a cada 1 bilhão de dólares investidos.  

É muito dinheiro desperdiçado, não é?

Neste sentido, vale destacar que existe uma fórmula matemática que mostra essa relação entre tamanho dos times versus quantidade de canais de comunicação.

onde N é a quantidade de pessoas envolvidas na comunicação.

Então, vamos imaginar que o seu time de trabalho é composto por duas pessoas. Pelo esquema gráfico abaixo, podemos notar que existe somente um canal de comunicação entre elas.

Até aí é muito simples e a comunicação vai fluir tranquilamente.

Agora vamos imaginar que no seu time de trabalho há três pessoas. O resultado que teremos são três canais de comunicação. A complexidade na gestão da comunicação do projeto já aumenta um pouquinho, conforme ilustra a imagem abaixo:

E para quatro pessoas? Qual é a quantidade de canais de comunicação? Aplicando a fórmula, podemos constar que existem seis canais de comunicação. Aumentou ainda mais a complexidade e o gerenciamento da comunicação dentro do time.

Por fim, desenhei uma tabela onde podemos identificar que um time com 5 pessoas resulta em 10 canais de comunicação. Com um time de 6 pessoas teremos 15 canais, com 7 pessoas teremos 18 canais e com um time de 8 pessoas teremos 28 canais.

Notem que esses resultados vão crescendo exponencialmente.

Por tudo isso, cabem algumas reflexões:

  1. Você como líder, já parou para pensar nisso?
  2. Como anda a comunicação do seu time? O time exerce uma comunicação assertiva ou há muitos ruídos causando conflitos e insatisfações?
  3. Que ações podemos fazer para que não haja impedimentos na comunicação?

Podemos resgatar o que o Scrum Guide recomenda sobre tamanho de times:

“O Scrum Team é pequeno o suficiente para permanecer ágil e grande o suficiente para concluir um trabalho significativo dentro de uma Sprint, normalmente 10 ou menos pessoas. Em geral, descobrimos que times menores se comunicam melhor e são mais produtivos.”

Exatamente porque quanto mais pessoas temos no nosso time, maiores serão esses canais de comunicação e maiores as chances de causarem ruídos, conflitos e alcance aquém dos resultados esperados e definidos.

Precisamos que as informações fluam com clareza e de maneira assertiva dentro dos times e da própria organização. Com este conhecimento em mãos, tenho a certeza de que você terá meios para definir melhor qual é o tamanho do time ideal para o seu projeto e a forma como irá gerenciar a comunicação entre seus membros. 

Vou ficando por aqui. E se você gostou deste conteúdo, compartilhe com seus amigos, vizinhos e camaradas.

Para o alto e avante!!!

O que é Work in Progress e por quê ele é importante para o seu projeto

É muito comum ouvirmos de um líder de projetos a seguinte pergunta:

Por que você está com mais de uma tarefa em “desenvolver”?

Justamente, essa preocupação faz parte de um líder com mentalidade ágil e baseada no que chamamos de WIP – Work in Progress.

Traduzindo, Work in Progress significa trabalho em progresso ou trabalho em andamento. Na Engenharia de Software, dizemos que se trata de tarefa em execução. Por exemplo, para quem utiliza a ferramenta de Gestão de Projetos Redmine, quando visualizamos o Quadro Kanban de nossos projetos (menu Agile), são todas as tarefas que estão na coluna “Desenvolver”.

Por que esse conceito é importante?

Quando há tarefas em execução, geralmente, uma empresa não as cobra do cliente, ou seja, não as fatura. Um desenvolvedor atuando em mais de uma tarefa ao mesmo tempo, além deste profissional não conseguir se dedicar e dar foco na conclusão desta demanda, também gera gargalo na fila de desenvolvimento, impactando as próximas etapas do fluxo de trabalho. Assim, teremos um desempenho abaixo das expectativas das partes interessadas no projeto e entregaremos menos demandas, o que significa menor valor aos nossos clientes.

Por isso, o WIP enfatiza para limitarmos as tarefas em execução, pois com maior foco no que se está desenvolvendo, maior é o ganho de produtividade e, consequentemente, maior será o valor que entregaremos aos nossos clientes.

Tenha em mente a seguinte frase: “Pare de começar e comece a entregar“.

Resumindo, WIP é o número de tarefas que um time de desenvolvimento possui atualmente em desenvolvimento. Entendê-lo ajudará a sua organização a ter um bom fluxo de trabalho contínuo, diminuindo o risco de sobrecarga no seu seu time e diminuindo também o gargalo das suas entregas. Isso faz com que um membro do time só irá iniciar uma nova tarefa após a conclusão da outra tarefa que estava em desenvolvimento.

Feliz Ano Novo!

Refletindo sobre A Arte da Guerra – Parte 1

Sun Tzu, no livro “A Arte da Guerra”, logo no primeiro capítulo denominado “Avaliações”, menciona 5 coisas que devemos conhecer para prever o desfecho de uma guerra e vejo uma relação com as instituições que conduzimos nos dias de hoje.

1) O Caminho. A liderança precisa dar a visão de onde se quer chegar para que exista harmonia entre a liderança e seus colaboradores.

2) O Terreno. Sua instituição atua em qual contexto econômico? Quais as suas vantagens competitivas? Quem são seus concorrentes? Quais burocracias que te beneficiam ou te prejudicam?

3) Regras. Todas instituições possuem regras. Elas fazem parte de um bom senso definido pelos seus atores para que obtenham disciplina, organização e o conhecimento do papel de cada um.

4) Liderança. A liderança é sábia? É humanista? É sincera? É transparente? Tem coragem para conduzir a instituição rumo à meta estabelecida?

5) Tempo. A liderança sabe esperar o momento certo para agir, interna e externamente?

Tudo isso me leva a crer, assim com um exército, precisamos capacitar nossas lideranças e colaboradores. A liderança tem a sabedoria e o conhecimento necessário para analisar o mercado, enxergar e aproveitar as oportunidades que surgem, motivando seus colaboradores rumo à vitória? Temos, admiramos e seguimos líderes talentosos?

E aí? O que você pensa a respeito disso?

Métricas Kanban – Lead Time

No artigo anterior, conversamos sobre o que é o método Kanban (você pode conferí-lo aqui). Depois que colocamos toda a nossa realidade no Quadro Kanban e começamos a rodar o método, não apenas os gestores, mas também o próprio time ágil (na área de software chamamos de time de desenvolvimento) começarão a questionar processos, propor mudanças e definir métricas para a medição de produtividade e de geração de valor para o cliente.

Uma dessas métricas se chama Lead Time.

Já entendemos no artigo anterior que o Kanban irá nos ajudar a melhorar continuamente, não é mesmo? Para sabermos onde estamos e para onde queremos ir, precisamos medir o nosso progresso para identificarmos se estamos ou não melhorando.

Sendo assim, o Lead Time é o tempo que uma determinada demanda (ou tarefa) passa por todo o fluxo de processo de trabalho, ou seja, é o tempo que esta demanda leva desde o momento em que o pedido foi aberto pelo cliente até a sua finalização e entrega, gerando valor para o nosso cliente.

Sendo assim, vamos imaginar que uma demanda foi aberta pelo cliente no dia 01/01. O time ágil analisou, desenvolveu, testou, validou com os usuários-chaves do cliente e entregou a demanda pronta no dia 05/01. Então, o Lead Time foi de 4 dias.

Fórmula do Lead Time (LT):

LT = (Data da Entrega) – (Data do Pedido da Demanda)

LT = (05/01) – (01/01)

LT = 4 dias

Agora você deve estar me perguntando “Isso tu calculastes para uma entrega. E se eu tenho um time ágil que realiza diversas entregas em um período de 30 dias. Como eu controlo isso?”

Gráfico de Lead Time

Uma ação é, ao aplicar a fórmula acima, colocar essas entregas em um gráfico, conforme a imagem acima, onde verificaremos a tendência das nossas entregas.

Observem que no eixo X temos as datas que as demandas entraram em produção e no eixo Y temos a quantidade de dias que as tarefas demoraram para entrar em produção. No gráfico acima, verificaremos que no dia 01/01 colocamos em produção duas demandas, onde uma demorou 2 dias e a outra 7 dias para entrar em produção. Já no dia 02/01 colocamos em produção 1 demanda e demorou 1 dia para entrar em produção. No dia 03/01 colocamos duas demandas em produção, onde uma demorou 3 dias e a outra 5 dias para entrar em produção. No dia 04/01 colocamos em produção 1 demanda e demorou 1 dia para entrar em produção. E, finalmente, no dia 05/01 colocamos 2 demandas em produção, onde uma demorou 3 dias e a outra 7 dias para entrar em produção.

Entretanto, aqui temos um ponto de atenção e ilustramos no gráfico abaixo:

Gráfico de Lead Time – Ponto de Atenção

Notem que destacamos algumas entregas, que são as que demoraram mais tempo, ou seja, estão se destacando de uma maneira ruim.

Aqui é a parte interessante e empolgante deste gráfico de Lead Time. O time ágil pode se reunir diante deste gráfico, nas reuniões diárias ou na Reunião de Retrospectiva de Sprint, para discutir o que está acontecendo.

Será que foi uma falha de especificação?”

Será que faltou algum teste mais aprofundado?”

O cliente demorou para validar a entrega, criando um gargalo na produção do time?”

Ocorreu algum problema interno que causou algum impedimento na continuidade do processo produtivo?”

Perceba que aqui há uma grande oportunidade de melhoria e crescimento de todo time ágil. E podemos fazer uma grande pergunta-chave:

O que nós como um time ágil podemos fazer para reduzir o nosso Lead Time?

Espero que este artigo tenha contribuído para o seu crescimento e que possa levar essas ideias para o seu time ágil, independente do segmento da sua organização. Lembre-se que o intuito é como nós podemos melhorar a cada dia para gerar mais valor para os nossos clientes, para as nossas organizações e para a nossa sociedade.

Um grande abraço.

O que é o Método Kanban?

Hoje em dia nós precisamos entregar valor para as pessoas cada vez mais rápido. Por isso, o Kanban é um método que entrega esse valor mais rápido por meio de um fluxo contínuo.

O Kanban começou lá no sistema de produção Toyota e hoje é fortemente utilizado na área de desenvolvimento de software, principalmente, na manutenção e evolução de sistemas.

É um sistema ágil e visual para gestão de tarefas ou controle de produção.

Kanban significa “cartão” em japonês. Ao pé da letra é “cartão de sinal”. Abaixo temos uma imagem em que constatamos 3 elementos básicos para representar o Kanban:

Quadro Kanban

O primeiro elemento é o cartão. Ele é representado por vários quadrados coloridos e pequenos. É uma representação visual do item de trabalho. Ele é o elemento central do Kanban, pois mostra o trabalho que foi solicitado e podemos verificar qual é o seu progresso.

No cartão Kanban podemos escrever informações em que possamos identificar:

a) Qual é a data de início e a data fim da tarefa;

b) Qual é o número da tarefa;

c) Uma breve descrição da tarefa;

d) Quem é o responsável por tal tarefa.

Cartão Kanban

Não existe uma regra para escrever um cartão Kanban. Um ponto forte deste método é que ele é flexível e cada organização pode escolher as informações mais relevantes para constar nos cartões.

O segundo elemento são as colunas. Elas representam o progresso das atividades dentro de um fluxo contínuo. Na nossa primeira imagem acima temos as colunas “To Do”, “Plan”, “Develop”, “Test”, “Deploy” e “Done”. Cada organização pode definir quais são as suas etapas relevantes para acompanhar o andamento das tarefas.

O que é importante frisar é a direção do fluxo. Os cartões Kanban devem se movimentar entre as etapas da esquerda para a direita, e não o contrário. Uma vez que uma tarefa é iniciada, ela não é interrompida e nem retorna para etapas anteriores. Ela segue o seu desenvolvimento até ser concluída. Só assim, pode-se iniciar uma nova tarefa.

E o terceiro e último elemento é o Quadro Kanban, ou também conhecido como Board. É nele que representamos o nosso fluxo contínuo com suas etapas ou colunas e fazemos as movimentações com os cartões.

Há empresas que utilizam softwares de Kanban, principalmente, quando possuem times trabalhando remotamente. Quando temos times trabalhando juntos fisicamente, é muito comum terem uma parede com um quadro branco, post-its e canetas, onde esses times se reúnem em frente ao quadro para atualizar os status de suas tarefas e discutirem o andamento de suas atividades.

Além da área de desenvolvimento de software e de engenharia de produção, podemos perceber que áreas como Recursos Humanos, Financeiro, Compras, Logística, e outras empresas dos mais diferentes ramos de atuação estão adotando o Kanban para gerenciar melhor as suas tarefas. Elas perceberam que há uma melhora significativa na comunicação dentro do time, maior engajamento, melhor percepção de como funcionam seus processos e identificação de filas e gargalos dentro do processo. Muitas empresas conseguem avançar e aplicar a metodologia Lean para rever e melhorar seus próprios processos.

O Kanban não exige grandes revoluções para ser implantado. A empresa ou o time de trabalho pode começar a adotá-lo da forma que se encontra atualmente, colocando no quadro o que está acontecendo neste momento. Dentro de poucos dias, o próprio time começa a ganhar confiança, autonomia e responsabilidade para analisar e criticar a sua própria maneira de trabalhar e seu próprio processo. Com o passar do tempo, percebe-se que o time começará a praticar a melhoria contínua de forma automática.

Espero que você tenha gostado deste artigo e que ele seja útil no seu trabalho e dos demais membros do seu time de trabalho, trazendo maior agilidade e resultados positivos para a sua organização.

Um grande abraço.

Dinâmicas e Ferramentas para Realizar uma Boa Retrospectiva da Sprint

Já escrevi sobre o que é a reunião de retrospectiva da Sprint (ver artigo) e se você ainda não o leu, sugiro primeiro que faça essa leitura para entender este conceito.

Apenas relembrando, a retrospectiva é um evento de avaliação da Sprint que acabou de ser encerrada. É um momento em que o time se dedica para inspecionar o seu trabalho feito na última Sprint e elaborar um plano de ação para a próxima Sprint. É uma grande oportunidade para o time se reunir e promover melhorias.

Existem 3 temas importantes para serem discutidas:

a) as pessoas e o relacionamento entre elas;

b) o processo de trabalho e;

c) as ferramentas que o time tem utilizado no dia a dia.

Para promover essa discussão, existe um processo muito interessante que pode ser seguido pelos times de desenvolvimento na Retrospectiva:

1) Reforço positivo: o time levanta as ocorrências que influenciaram de maneira positiva ao resultado final da Sprint.

2) Aprimoramento: o time levanta as ocorrências que não foram boas e que precisam ser aprimoradas.

Para isso, é muito importante o time ter alguns requisitos primordiais: ter uma base sólida de confiança mútua, não julgar, não buscar culpados, não punir e ter um mindset de crescimento.

3) Construção coletiva: o time colabora para construir um plano de ação e de melhoria contínua para melhorarem na próxima Sprint. Neste ponto, é importante que todo o time, depois que levantarem os itens a serem melhorados, definam a prioridade para incluí-los no plano de ação (de preferência, as de prioridade mais alta e que geram valor para o cliente, processo e/ou time).

Também temos algumas técnicas de Retrospectivas que tornam o ambiente mais divertido e descontraído:

A primeira técnica é a The 3 Ls: Liked – Learned – Lacked (Os 3 Ls: Gostei – Aprendi – Faltou).

Funciona assim. Divida o canvas em 3 colunas num quadro:

Gostei (Liked) – cole post-its com situações que o membro do time gostou durante a Sprint.
Aprendi (Learned) – cole post-its com situações que o membro do time aprendeu durante a Sprint.
Faltou (Lacked) – cole post-its com situações que o membro do time percebeu que faltaram e precisavam ser feitas na Sprint.

Nesta dinâmica é importante que os participantes, individualmente, escrevam suas notas em post-its para cada uma das colunas acima. Após todos os participantes terem concluído suas anotações e estarem no quadro para todos visualizarem, inicia-se a conversação em grupo sobre as notas e elaborarem seus planos de ações (Action Item).

Para times remotos, podem utilizar este app (clique no link para conhecer) e compartilhá-lo via videoconferência. Também podem utilizar o Trello. Funciona bem.

A segunda técnica se chama Start, Stop e Continue.

Nesta técnica o time precisa responder 3 questões:

a) O que devemos começar a fazer? (start)
b) O que devemos parar de fazer? (stop)
c) O que devemos continuar fazendo? (continue)

Tudo isso é discutido pelo time e dependendo do nível de maturidade do time, pode ser intermediado por um facilitador. Este facilitador precisa ter as seguintes características:

  • que promova um ambiente favorável à discussão com confiança, respeito, coragem e empatia e;
  • seja orientado à resultados e não para dizer aos outros que pratica e adota métodos ágeis.

Agora o seu time, mesmo não sendo de desenvolvimento de software, pode adotar Retrospectivas. Times das áreas financeiras, recursos humanos, logística, etc, podem praticar esse evento em suas áreas no sentido de buscar e alcançar a melhoria contínua e uma integração e colaboração mais forte entre seus membros.

Experimente. Inove. Seja transparente. Tenha coragem e confie em seus pares.

Como a sua forma de pensar impacta nos seus resultados

Basicamente, a filosofia é a área que estuda o pensamento. Já a psicologia é a área que estuda como a forma de pensar interfere no comportamento das pessoas.

E a forma como pensamos irá determinar se teremos sucesso ou fracasso em nossos projetos, sejam eles pessoais, sejam eles relacionados aos negócios. 

Digamos, por exemplo, que você deseja se aposentar quando completar 65 anos de idade. Agora, imagine qual será a sua renda proveniente dessa aposentadoria. Será que ela te proporcionará uma vida tranquila ou uma vida sofrida? 

Dados do IBGE por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), referente a 2018 e publicado no Valor Econômico em 16 de outubro de 2019, o número de aposentados e pensionistas superou a marca de 30 milhões de pessoas no país. Isso representa 17,9% a mais em relação a 2012 em que eram 25,8 milhões. A pesquisa mostra ainda que, em média, as pessoas recebem aposentadoria e pensão de R$ 1.479 por mês. 

Então, eu lhe pergunto: o que você está fazendo hoje está te levando para uma aposentadoria de prosperidade ou para uma aposentadoria de precariedade?

Vamos dizer agora, que o seu sonho é ter uma carreira profissional próspera, de sucesso. Acredita que para isso é preciso estudar muito, fazer faculdade, MBA e estar empregado em uma empresa de grande porte. Ou ainda, passar num concurso público, ser estatutário e ganhando um salário 3 vezes maior do que o mercado privado paga.

Para quem gosta de pesquisa e números, vamos à eles: 

Segundo o IBGE, em 2019, para os brasileiros ocupados de 14 anos ou mais de idade, o rendimento médio mensal real de todas as ocupações era de R$ 2.308,00. Constatou-se também que a metade dos brasileiros que tiveram os menores rendimentos recebeu, em média, R$ 850,00. Por outro lado, as pessoas que fazem parte do 1% da população que obteve os maiores rendimentos receberam, em média, R$ 28.659,00; ou seja, quase 34 vezes o valor dessa parte da população que teve os menores rendimentos (R$850).

Quanto ao nível de instrução, as pessoas com ensino superior completo tinham rendimento médio mensal de R$ 5.108,00. O que significa um rendimento quase seis vezes mais do que o de trabalhadores sem instrução (R$ 918).

Outro número interessante é sobre o desemprego no nosso país. Na primeira semana de maio de 2020 eram 9,8 milhões de pessoas desocupadas. Já na quarta semana de julho, a taxa de desocupação chegou a 12,9 milhões de pessoas.

Então, eu lhe pergunto: o que você está fazendo hoje está te levando para uma carreira profissional de prosperidade ou de precariedade?

E você pode pesquisar outros números e comparar com a forma como você está cuidando da sua saúde, da sua família, da sua espiritualidade e se perguntar: 

Os seus pensamentos, a sua atitude, estão te levando para uma vida de prosperidade ou para uma vida miserável? Estão te levando para uma vida com propósito ou para uma vida sem sentido? 

Os seus pensamentos são negativos ou são positivos? 

Você acredita que ganhar muito dinheiro é pecado? Você se sente mal em ter todos os dias uma mesa farta de bons alimentos, enquanto muitas pessoas no mundo estão passando fome? Você acredita que o amanhã não existe e sai gastando todo o seu dinheiro com coisas supérfluas para se sentir feliz? 

Ou você busca todos os dias cuidar da sua saúde? Busca trabalhar com algo que realmente lhe traz prazer? Poupa de 10% a 20% da sua renda mensal e estuda as diversas modalidades de investimentos, pensando em colher bons frutos no longo prazo? Acredita que ganhar muito dinheiro não é pecado e que isso é fruto da sua criatividade e do seu próprio esforço? Acredita que ser uma pessoa próspera, antes de ter alguma coisa, é ser uma pessoa que assume a responsabilidade pelo próprio sucesso, sem culpar o chefe, o vizinho, o governo, o político, e ainda sem precisar pisar nos outros? 

Perceba que a vida que você tem hoje é, principalmente, fruto da sua forma de pensar. Por isso, não fique com raiva da vida ou de você mesmo. Agradeça o que você tem neste momento. Agora, para subir para o próximo nível, você precisa mudar a forma como pensa hoje e agir diferente da forma que está agindo.

Você já ouviu aquela frase de que para colher novos resultados, é preciso agir de maneira diferente, porque é impossível colher novos frutos fazendo a mesma coisa que vinha fazendo?

Então, mude a sua forma de pensar. Se o medo é muito grande e está te impedindo de montar a sua empresa, então reflita sobre o que você tem medo. Ao descobrir o que é esse medo, encontre formas para administrá-lo e vencê-lo.

Você é uma pessoa tímida, tem vergonha de falar em público, mas gostaria de fazer apresentações? Trabalhe isso. Busque formas para perder essa vergonha.

Você deseja aprender a investir, mas nunca lhe sobra dinheiro no final do mês e ainda por cima, tem dívidas? Procure estudar mais sobre como fazer um controle financeiro, como negociar dívidas, sobre como guardar dinheiro para realizar sonhos.

Você quer perder peso e melhorar a sua forma física, mas tem preguiça de ir treinar. Prefere ficar comendo guloseimas recheadas de açúcar e gordura, assistindo série na Netflix. E aí? O que você precisa fazer para melhorar a sua saúde?

Ouça novamente o mantra: mude os seus pensamentos. Acredite que você é capaz de executar qualquer coisa. Acredite que você merece ter sucesso. Acredite que a sua família mereça ser feliz. Acredite que é possível realizar sonhos. Acredite que você pode viver a sua vida com propósito e tendo prazer nas coisas que realiza. 

Já ouviu falar do Ciclo PDCA? Então, planeje. Execute. Monitore os seus resultados e vá para a ação. Mude a rota sempre que for necessário, mas vá em direção ao seu sucesso.

De novo. Se você quer resultados diferentes do que tem hoje, precisa fazer coisas diferentes do que você faz atualmente. Não existe mágica. 

Existe um exercício bem interessante para você melhorar a qualidade dos seus pensamentos.

Primeiro: anote num papel todos os pensamentos negativos que você tem.

Segundo: reflita sobre cada um desses pensamentos e procure descobrir o por que você pensa dessa forma? Qual é a origem de cada um desses pensamentos?

Terceiro: numa outra folha de papel, transforme cada pensamento negativo em pensamento positivo. Por exemplo, se você escreveu que um dos seus pensamentos negativos é “eu tenho inveja do sucesso dos meus amigos”, agora você vai escrever “eu fico muito feliz com o sucesso dos meus amigos”. Se você escreveu “eu nunca serei rico”, altere esse pensamento para “eu mereço ser rico”. Ou ainda, se você escreveu que “eu não sei liderar e sou um péssimo gestor” mude essa frase para “Eu sou líder e tenho capacidade para aprender como ser um gestor melhor”. 

Quarto: para cada pensamento positivo, escreva o por que esse pensamento é importante para você.

E quinto: leia seus pensamentos positivos diariamente, por 30 dias, ao acordar e antes de dormir.

Esse exercício transformou a minha vida e acredito que irá transformar a sua também, porque vai trazer mudanças na sua forma de pensar. Nos primeiros dias em que estiver fazendo esse exercício, o seu cérebro vai dizer “Não, isso é bobeira. Pára com isso”. Quando estiver na metade, ele vai dizer “Sério mesmo? Você não é tudo isso”. Mas, a persistência aqui é extremamente importante, pois o seu cérebro vai querer te sabotar e fazê-lo desistir, porque ele gosta da zona de conforto, mas você não pode se entregar. Vá até o fim, lute contra o seu cérebro, pois ao final de 30 dias ele irá te agradecer e dizer “Sim, você é tudo isso mesmo. Vá em frente, pois você é capaz de alcançar seus objetivos”.

Afinal, você já viu alguém próspero, que ama o que faz e vive a vida com sentido, com uma fisionomia triste, com a cara emburrada e expressando pensamentos negativos por aí?

Então, por que você vai continuar insistindo em ser uma pessoa que vibra energias negativas para o mundo? 

A sua família, os seus amigos, a sua empresa, o mundo todo, precisam que nós todos vibremos energias positivas. Só se vive melhor quando temos pensamentos positivos. Acredite nisso.

Quais pontos minha empresa precisa se atentar para ter vantagem competitiva?

Vantagem competitiva não é algo novo, mas o empreendedor, seja MEI ou gestor de uma pequena ou média empresa, precisa estar atento à isso para manter a sua empresa sempre competitiva.

Então, segue abaixo os vetores fundamentais do sucesso:

  • Inovação: seus produtos e serviços ajudam a manter a sua empresa à frente de seus concorrentes?
  • Serviço: sua empresa está focada na satisfação de seus clientes?
  • Qualidade: seus produtos e serviços estão sempre sendo melhorados? O seu time trabalha sob o mindset da agilidade e melhoria contínua?
  • Custo: a sua empresa busca constantemente reduzir os custos, sem comprometer a qualidade, para proporcionar preços atraentes e aumentar o lucro?
  • Entrega: a sua empresa é ágil e rápida na resposta ou na entrega daquilo que se compromete com seus clientes?

Os empreendedores devem manter esses vetores sempre em mente para que seus negócios permaneçam competitivos e continuem a oferecer ao mercado, soluções que atendam as demandas que se propuseram como propósito e missão.

OKRs Parte 1 – O que são e quais os seus benefícios?

OKRs é um dos assuntos no mundo da administração e de negócios mais discutidos atualmente. E antes que alguém diga que se trata de mais uma “modinha” do mercado, este artigo tem a missão de esclarecer o que são e quais são os seus benefícios para as organizações.

Muito utilizado por companhias como Google, Nubank e Linkedin, OKRs significam Objectives and Keys Results. Traduzindo para o português, Objetivos e Resultados-Chaves. OKR é uma ferramenta que apoia a organização na definição e execução de sua estratégia. É um conjunto de um objetivo e n key results. A organização os cria sempre alinhado com a sua missão e sua visão.

O que é um objetivo?

É um resultado de negócio que precisa ser alcançado. É o que a organização quer fazer. Ele deve ser escrito de forma qualitativa, ou seja, sem números associados.

O que são os Keys Results?

Eles são parecidos com as metas S.M.A.R.T. É a maneira de atingir os objetivos medidos por indicadores. Eles possuem indicadores (ou KPIs), tem um valor-base (números atuais) e valor-alvo (números a serem alcançados). Os Keys Results devem provar se o objetivo foi realmente alcançado.

A imagem abaixo ilustra se a organização definiu bem um OKR:

Como formar um OKR?

Existe uma frase muito simples que nos ajuda a formar um OKR:

“Nós vamos <OBJETIVO>, e vamos saber se fomos bem sucedidos se atingirmos <key result>, <key result>, <key result>“.

Por exemplo:

Objetivo: aumentar a rentabilidade da empresa.

Key Results:

  1. Lucro líquido da empresa de R$ 300 milhões.
  2. Margem de lucro líquido de mais de 9%.

“Nós vamos aumentar a rentabilidade da empresa, e vamos saber se fomos bem sucedidos se atingirmos o lucro líquido da empresa de R$ 300 milhões e margem de lucro líquido de mais de 9%”.

É importante frisar que cada ciclo de um OKR dura 3 meses. Assim, podemos ainda utilizar o ciclo PDCA para planejar, executar, monitorar e avaliar o OKR dentro deste ciclo.

E quais são os benefícios de se usar OKRs na nossa organização?

  • A organização consegue dar foco para priorizar os resultados mais importantes a serem alcançados.
  • Toda a organização está alinhada com os resultados a serem alcançados, pois os OKRs nascem da sua missão e visão, ou seja, todos da organização sabem para qual direção devem ir. A imagem abaixo ilustra esse alinhamento:
  • Metas ambiciosas, desafiadoras e alcançáveis motivam as pessoas. Isso gera um clima organizacional muito bom. Falconi vai nos dizer o seguinte a respeito: “a meta deve estar acima da sua capacidade de alcançá-la, de modo que as pessoas devem aprender e crescer no processo de atingí-las”.
  • OKRs orientam para a cultura da execução e no foco do resultado. Profissionais focados em resultados sabem distinguir esforço de resultado. Por exemplo:
  1. Fazer reuniões com clientes e times é esforço. Entregar dentro do escopo, no prazo e no custo acordados é resultado.
  2. Implantar um sistema sem bugs é esforço. Aumentar a produtividade do cliente é resultado.
  3. Melhorar a interface do sistema “X” é esforço. Garantir que o usuário faça a coisa certa, sem erros e de forma mais ágil é resultado.
  4. Fazer gols é esforço. Vencer o jogo e o campeonato são resultados.

Esforço é muito importante, mas sem resultados não garante o sucesso da organização. Então, se olharmos para o exemplo 3, se a equipe trabalha na melhoria da interface do sistema “X”, o OKR poderá ser definido da seguinte forma:

Objetivo: aumentar a produtividade do trabalho do usuário sem erros no processo.

Key Results: eliminação da taxa de erros no processo de trabalho de 40% para 2%.

Conclusão

Este artigo apresentou o conceito e os benefícios de se utilizar OKRs. Vale a pena cada membro da organização compreender bem qual é a missão e visão da empresa para o qual trabalha, se aprofundar em OKRs e discutir junto com o seu time (squads) e unidade de negócio (sua área) quais OKRs podem ser definidos e que estejam alinhados com a organização como um todo.

No próximo artigo discutiremos mais um pouco sobre OKRs.

Sucesso sempre.